14 dezembro 2008

Acorda,E vem comigo!
Dei-me sua mão e vem lutar!
Perceba o grande teatro que foi formado,e que sua vida não te pertence.
Não aceite tudo que lhe é dadoou oferecido...
Pergunte, questione, grite!
Não quero modelos ou ditados quero o que é de direito,
Nada de migalha, sobra ou deixado!
Corra, ainda há tempo
De cantar, de amar, de vibrar.
O Mundo nos pertence
E a nós é dado o compromisso da mundaça,da esperança...
E somos jovens, e como tais, temos força, gás...
Não espere a vida passar
Passe por ela e faça dela sua
História de contrução, do novo...da Liberdade.
Vem comigo,dei-me sua mão, e sonhe um sonho possível de ver negros,índios, operários, mulheres caminhando em direção
Através do horizonte, avistando, o que para muitos é algo impossivel...
A sociedade socialista!
Não tema,isso está próximo sinta e renove todos os dias sua esperança de viver esse sonho tão próximo...
Pois as palavras de João permanecem viva dentro de cada um de nós,comunista!

01 dezembro 2008

1 DE DEZEMBRO DE 2008 - 15h20

Aprovado feriado de Zumbi em todo o território brasileiro

O calendário de feriados nacionais será acrescido de mais uma data – 20 de Novembro, data da morte do líder negro Zumbi dos Palmares -, que marca o Dia Nacional da Consciência Negra. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que estabelece no calendário oficial o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado anualmente com feriado em todo o território brasileiro.
Atualmente, apenas alguns estados comemoram a data com feriado. A partir da aprovação do projeto, que deve voltar ao Senado Federal para votação final, o dia 20 de novembro será feriado nacional junto com os dias 1º de Janeiro, 1º de Maio, 7 de Setembro, 15 de Novembro e 25 de Dezembro.
Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), relator da matéria na Comissão de Educação da Câmara, a instituição da data como feriado nacional “têm o intuito de oferecer instrumento político para estimular a identificação e o reconhecimento do preconceito racial que permeia a sociedade brasileira, bem como de propiciar rica oportunidade de reflexão sobre tal preconceito.”
A data, além de homenagear os afro-brasileiros, tem ainda a função de reconhecer o importante fenômeno da eclosão do movimento de “consciência negra” no País, assim como de oferecer à sociedade a oportunidade de refletir sobre suas origens, sua história e seus heróis.
O parlamentar socialista lembra ainda que “a sociedade vive um momento em que o tema da discriminação racial ocupa lugar de destaque e insere-se no amplo debate em torno dos direitos humanos”, acrescentando que “em consonância com tal momento, ampliam-se as ações governamentais voltadas para a promoção da igualdade racial e para a inclusão social dos brasileiros afro-descendentes.”
A data já há muito vem sendo utilizada pelo Movimento Negro como referência, em razão do assassinato do seu líder máximo, ícone da resistência africana no Brasil, em 20 de novembro de 1695. Zumbi, tal como Tiradentes – herói brasileiro homenageado com o feriado nacional de 21 de abril – teve a cabeça decepada e exposta à exibição pública.
Eternizou-se na consciência de todos os brasileiros como símbolo da luta pela liberdade, pelo respeito aos direitos humanos e pela igualdade racial. Sua importância já foi reconhecida por ocasião da inscrição de seu nome no Livro dos Heróis da Pátria, ao lado do próprio Tiradentes.
De BrasíliaMárcia Xavier
25 DE NOVEMBRO DE 2008 - 17h45

Eu vi os comunistas em SP: são jovens e cantam A Internacional


Representantes de mais de 70 países - de todos os continentes - participaram no último fim-de-semana, em São Paulo, do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários. Escrevi sobre isso semana passada. E prometi que iria até lá conferir... No sábado (22), fui ao ato público realizado na Quadra do Sindicato ds Bancários, no centro da capital paulista.


Por Rodrigo Vianna*



José Reinaldo no Encontro: "Momento propício" Havia muita gente, a quadra estava lotada de gringos e também de comunistas brasileiros. E o que me surpreendeu: havia muita gente jovem!


A imprensa tradicional tenta passar a imagem de que essa história de comunismo é papo de "dinossauros", de militantes velhos que têm saudade dos tempos da Guerra Fria. Isso não é verdade. Pelo menos, levando-se em conta o que eu vi no encontro internacional de São Paulo.


Claro que também havia por lá muita gente de barba (afinal, os comunas mais antigos não abrem mão do velho estilo) e cabelos brancos. Mas, os jovens eram a maioria. E os mais empolgados quando, ao fim do ato público, todos se puseram de pé pra cantar A Internacional: "De pé, ó vítimas da fome...".


Outro fato que me chamou atenção foi a temática, vinculada a temas bem contemporâneos. Na mesa do encontro, por exemplo, havia um representante paraguaio, da frente de esquerda que levou Fernando Lugo ao poder. Havia também um senador do MAS boliviano. Os dois não falaram em materialismo dialético, nem em marxismo-leninismo. Mas, na importância dos movimentos indígenas na América Latina, e em como essas lutas indígenas se articulam com os partidos de esquerda.
Claro que não faltaram as homenagens aos ídolos tradicionais da esquerda, como Che Guevara, Ho Chi Min e o brasileiro João Amazonas...


O PCdoB fez o papel de anfitrião do encontro. Mas, também participaram - como convidados - outros partidos brasileiros como PDT, PSB e PT. Aliás, os dois representantes do Partido dos Trabalhadores (Arlindo Chinaglia e Walter Pomar) falaram sobre os "avanços" trazidos por Lula, mas curiosamente pareciam se desculpar diante da platéia ao falar do governo: "É um governo amplo, não é um governo de esquerda", disse Pomar; "apesar de muitos méritos, é um governo com insuficiências", lembrou Chinaglia.


"Insuficiências", parece-me, tem a defesa do Vasco da Gama. Ou o ataque da Portuguesa. O problema do governo Lula parece-me ser outro...


Durante o encontro, os estrangeiros foram mais benevolentes com Lula. Um deles chegou a colocar o brasileiro entre os que ajudam a América Latina a avançar rumo à superação do capitalismo... Acho que o cara nunca ouviu falar em Henrique Meirelles, nem na fusão da OI com a Brasil Telecom...


A não ser que isso tudo seja uma tática camuflada para acirrar as "contradições internas" do capitalismo brasileiro. Mas, este já é outro assunto...


Entrevista com José Reinaldo


Aproveitei o encontro dos comunistas pra fazer algumas perguntas ao José Reinaldo Carvalho, secretário de Relações Internacionais do PCdoB. Leia os principais trechos da entrevista logo abaixo.


Antes, um lembrete: José reinaldo será um dos convidados, nesta segunda (23), às 22horas, do programa de entrevistas que apresento na Record News: o "Entrevista Record - Mundo". Também estarão no estúdio representantes de partidos comunistas de outros países da América Latina.


O tema será justamente esse: como os comunistas se posicionam diante da crise mundial do capitalismo?


O programa desta segunda debaterá, ainda, as eleições do último domingo na Venezuela - que podem ser decisivas para o futuro de Hugo Chávez e de sua Revolução Bolivariana.


Mais de 70 partidos participaram do encontro em São Paulo. No início do século 21, o que une comunistas de países tão diferentes como Vietnã, Argélia, Suécia, Índia, França e Brasil?


Os partidos comunistas de todo o mundo não têm uma organização nem uma plataforma comuns. Mas, em geral, todos lutam pelo socialismo, tomando em consideração as peculiaridades nacionais. Unem-se na luta pela paz, contra as guerras de agressão e a militarização do planeta, na defesa dos direitos dos trabalhadores em luta contra as politicas socialmente regressivas características do capitalismo da época dos monopólios transnacionais e do capital financeiro.


É a primeira vez que um encontro desse tipo acontece no Brasil? Por que o país foi escolhido?


Vários fatores pesaram para a escolha do Brasil como país sede do 10º Encontro de Partidos Comunistas. O novo ambiente político na América Latina, onde estão em curso importantes mudanças políticas e sociais com a vigência de vários governos de esquerda e centro-esquerda foi sem dúvida um fator decisivo para a escolha. Pesou também o ambiente político do Brasil, onde há democracia, diálogo entre os comunistas e o governo e certa estabilidade política. Mas o fator decisivo foi a crescente influência política e ideológica do PCdoB, partido coerente em suas postulações estratégicas e capaz de atuar com suficiente habilidade tática a fim de abrir novos caminhos à luta por transformações políticas e sociais de fundo na sociedade brasileira. O PCdoB é também um partido com intensa atividade internacional, com muito prestígio entre as forças comunistas e antiimperialistas no mundo.


Em países como França, Portugal e Itália, os Partidos Comunistas parecem enfrentar uma crise grave – com redução do eleitorado, envelhecimento da militância, dificuldades em manter a imprensa partidária. Por que isso ocorre? Onde os Partidos Comunistas têm conseguido avançar?


De um modo geral, ainda vivemos um período de refluxo acarretado pelas derrotas sofridas a partir da liquidação do socialismo na antiga União Soviética e demais países do Leste europeu. A recuperação eleitoral dos comunistas é processo de médio e longo prazos. Não obstante, em Portugal e na Grécia os partidos comunistas têm alcançado vitórias eleitorais e mantido percentuais que oscilam em torno de 8%. Mas o crescimento da influência dos comunistas não se mede apenas pelo seu desempenho eleitoral. Há que observar também sua força nos movimentos sindical e social de um modo geral.


Na época de Marx, e na virada do século 19 para o 20, a Internacional Comunista tinha um papel importante, articulando os comunistas, unificando discursos e estratégias de ação. Depois da Revolução Russa, Moscou passou a centralizar as ações. Com a queda da União Soviética, os comunistas perderam força e as lutas pareciam se direcionar para outro tipo de organização , no estilo do que se passa no Fórum Social Mundial. O Encontro que ocorrerá em São Paulo é uma reedição da velha Internacional Comunista?


Não pretendemos recriar a Internacional Comunista. Esta foi uma organização atuante entre as décadas de 20 e 40 do século passado, na melhor tradição da 1ª Internacional fundada por Karl Marx e da 2ª. Infelizmente, esta última assumiu posições chauvinistas e reformistas durante a 1ª Grande Guerra (1914-1918). A Internacional Comunista desempenhou importante papel, mas pecou pelo dogmatismo de algumas das suas posições e numa determinada altura era uma espécie de correia de transmissão das orientações da política externa soviética. Hoje os tempos são outros. É necessária a unidade de ação entre os comunistas, mas não convém a criação de uma organização internacional rígida, assim como a existência de um centro único dirigente do movimento. Cada partido deve atuar em seu país com absoluta independência. A elaboração e aplicação de uma linha política é atribuição exclusiva de cada partido em seu âmbito nacional.


Qual a diferença entre encontros como este dos Partidos Comunistas e as reuniões anuais do Fórum Social Mundial?


A diferença está em que este Encontro reúne os Partidos Comunistas e o Fórum reúne os movimentos sociais. Há áreas de atuação comum, inclusive nada deveria impedir que os partidos comunistas se apresentassem também no Fórum Social Mundial, sem tolher a autonomia dos movimentos sociais. Existem também outras articulações de partidos de esquerda no sentido mais amplo, como por exemplo o Fórum de São Paulo, que reúne forças de esquerda no âmbito latino-americano e caribenho, no qual os partidos comunistas participam ativamente.


Até os anos 80 do século 20, muitos comunistas ainda acreditavam no método leninista: uma vanguarda militante tomaria de assalto o poder central, e dali comandaria o processo de construção do socialismo. Foi assim na Rússia e em Cuba, por exemplo. Os comunistas seguem acreditando em Lênin? Ou o Socialismo hoje passa por uma guerra de posições, pela famosa “disputa de hegemonia” de Gramsci (pensador e líder comunista italiano)?


Não creio que existam contradições entre o pensamento de Lênin e o de Gramsci. Rigorosamente, Gramsci foi um marxista-leninista, tendo feito um esforço para adaptar o pensamento de Marx e Lênin à realidade de seu país e de sua época. O mesmo se pode dizer de José Carlos Mariátegui, considerado um dos fundadores do pensamento marxista-leninista na América Latina. Lênin defendia a existência do partido de vanguarda, mas não tinha uma visão conspirativa da tomada do poder. Ele combateu o “esquerdismo infantil” e defendeu a necessidade de o Partido Comunista “fundir-se com as massas”.


Marx ajuda a entender o que se passa hoje no centro do capitalismo?


O pensamento econômico de Marx é atual. Agora, quando eclodiu a crise financeira como expressão da crise sistêmica e estrutural do capitalismo, circulou a informação de que na Alemanha esgotaram-se as edições de O Capital.


Com a crise mundial do capitalismo, os comunistas voltam a ganhar força?
A crise mundial do capitalismo põe a nu as contradições insanáveis desse sistema e os seus limites históricos. É um momento propício para fazer a denúncia viva do capitalismo, chamar os trabalhadores e os povos à luta pela verdadeira alternativa, que é o socialismo. Nesse empenho os comunistas podem desenvolver-se se encontrarem a linguagem e os métodos corretos de se acercar dos trabalhadores e do povo em geral.


Fonte: Escrevinhador (http://www.rodrigovianna.com.br/)