25 agosto 2010

Ainda Vou Ver Esse Império Cair!

EUA podem estar a caminho de uma recaída na recessão

O Índice Dow Jones Industrial, da maior bolsa de Nova York, recuou 1,32% nesta terça-feira (24) devido ao mau humor dos investidores com as últimas notícias sobre a venda de imóveis usadas nos Estados Unidos, que despencaram 27,2% em julho, descendo ao menor nível desde maio de 1995.
 

O fato é interpretado por muitos observadores como um sinal de que a maior economia capitalista do mundo pode estar a caminho de uma nova recessão. O Ibovespa acompanhou a tendência e caiu 1,25%, para 65.156 pontos, o menor nível de fechamento em cinco semanas. 

 Nova ordem mundial

A economia norte-americana padece de fortes desequilíbrios e vive um processo histórico de declínio cuja contrapartida é a ascensão vertiginosa da China, que já é a primeira do mundo em exportação de mercadorias e se cacifa agora como grande investidora internacional.

A (lenta) queda do império está associada à baixa taxa de poupança e ao gigantesco parasitismo de Tio Sam, refletido na chocante dependência de capitais estrangeiros para financiar o apetite aparentemente insaciável por produtos importados. A crise impulsiona o desenvolvimento desigual das nações, favorecendo (até agora) a China e outros emergentes, e reforça, com isto, a necessidade de organizar uma nova ordem econômica e política mundial, na qual o papel do dólar e dos EUA certamente já não será o mesmo.

Leia na íntegra o texto de Humberto Martins no Vermelho

 

20 agosto 2010

Mr. Burns

LUIZA, sem perder a ternura


Conheci LUIZA CORDEIRO em 1976, quando cheguei a Guarulhos para trabalhar na Folha Metropolitana. Vim do ABC, onde trabalhava no jornal do mesmo grupo, que encerrou as atividades. Mas considero-me guarulhense nato, pois nasci na capital paulista, mas morei em uma chácara em Gopoúva dos primeiros meses de vida até os seis anos, quando fui morar em São Bernardo do Campo e depois em Mauá.

Vim trazido pelo editor-chefe da Folha, Onofre Leite, a quem a imprensa local e a cidade muito devem. Deram-me o cargo de editor de política. Com a mania de fazer tudo passei a coordenar o suplemento Folha Literária e publicar semanalmente à coluna No Mundo da Música Sertaneja.

Conheci pessoas como Edinaldo Couto, Ciça Lima, Gilmar Lopes, Valdeli, Nelson Alves de Carvalho, Orlando Ramos, e outras que muito contribuíram comigo e com a vida cultural e política da cidade.

Nosso ponto de encontro era o Greguinho, bar situado na esquina da Rua Capitão Gabriel com o calçadão da Faculdade Farias Brito, hoje Universidade de Guarulhos, ao lado da Matriz, hoje Catedral. O ponto era também freqüentado por estudantes, uma juventude disposta a sanar os males do País e do mundo. Eram os tempos da ditadura militar que em breve terminariam. Luiza Cordeiro fazia parte desse universo.

Era estudante de Geografia e Estudos Sociais e escrevia poemas. Sua poesia tinha os pés fincados no seu chão natal, Mato Grosso que ainda não era do Sul. Seu ideal subia ao infinito, vislumbrando um mundo sem fronteiras, com paz e justiça. Lutava por reformas no Ensino, melhoria na Faculdade e o direito de estudo para todos, independente da condição social. Fazia parte de uma geração rebelde e contestadora, mas amorosa.
Seu ideal era a paz, não a guerra. Seguia, talvez, as palavras atribuídas a Che Guevara: "Há que endurecer sem perder a ternura."

Formou-se e começou a dar aulas. Muita gente em Guarulhos gaba-se de ter sido seu aluno, e não esquece seu jeito de ensinar, ultrapassando o programa escolar, incentivando os alunos a buscar seu sonho. Mais do que fazer portadores de diploma, queria fazer cidadãos íntegros, capazes de formar uma Sociedade mais fraterna.

Elegeu-se vereadora e se reelegeu várias vezes. A cidade passou por muitas crises, denúncias de irregularidade, e ela manteve-se coerente com seus princípios, na Oposição ou na Situação. Lutando sempre em defesa Educação, Cultura, Meio Ambiente, e dos direitos fundamentais do cidadão. No Plenário apresentando projetos úteis e examinando criteriosamente os projetos do Executivo e dos colegas, na Tribuna defendendo com afinco seus pontos de vista, no Gabinete atendendo, dentro do possível a todos os que a procuram, sem perguntar em quem votaram nas últimas eleições.

LUIZA CORDEIRO é candidata a deputada estadual (PCdoB-65.033). É a minha candidata. Quero ser representado na Assembléia Legislativa por alguém íntegra, coerente, e humana. Alguém capaz de se emocionar, sofrer pelos que sofrem e chorar, como já me confessou, que seja capaz de lutar pelos seus princípios e enfrentar desafios. Sem perder a ternura.

Castelo Hanssen
Presidente da Academia Guarulhense de Letras

01 agosto 2010

Aborto

Cuba é o único país da América Latina que legalizou o aborto

Por incrível que pareça, na época em que vivemos, o aborto é legal em apenas um país da América Latina, Cuba. Cinco países – Chile, El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana – o proíbem em qualquer circunstância, até quando a vida da mãe está em perigo. Uma lei que torna o aborto legal na Cidade do México está sendo atacada pela Igreja Católica Romana.

Mas o aborto não é o único problema dos direitos da mulher na América Latina. Embora muitos governos da região se descrevam como progressistas, as vidas cotidianas de milhões de mulheres na América Latina continuam atoladas na pobreza, dominação masculina e discriminação por causa da negligência nas reformas sociais e medidas legais.

Ainda assim, a votação argentina que permitiu os casamentos entre pessoas de mesmo sexo é uma espécie de revolução social – um sinal possível de que talvez a campanha pelos direitos das mulheres possa estar por perto. O passado recente e turbulento da Argentina e a opressão e perseguição brutal de gays e lésbicas não indicavam em hipótese alguma a nova posição mundial da nação da Patagônia, como defensora de seus direitos.

Há algumas décadas, durante a “guerra suja”, depois do golpe militar de março de 1976, bares gays de Buenos Aires foram fechados, e mais de mil homens gays foram perseguidos, presos, sequestrados, torturados e mortos. As histórias de centenas de milhares de “desaparecidos” – gays e heterossexuais – assombram o país ainda hoje.

Desafio à religião

Fora da cosmopolita Buenos Aires, esta é uma região onde a homossexualidade ainda é um tabu, geralmente vista como pecado mortal, uma abominação, uma piada cruel e um motivo aceito para o ostracismo social. É uma região onde os insultos contra os gays e lésbicas estão entre as coisas mais odiosas que se pode dizer sobre um homem ou uma mulher, e onde os meninos que demonstram o que se considera como maneirismos efeminados são condenados à zombaria e ao isolamento.

Nesse cenário, o avanço dos gays na Argentina pode abrir o caminho para outras nações que antes eram repressoras, como o vizinho Chile. Por enquanto, com apenas o Canadá no continente americano, a Argentina se juntou a um punhado de países europeus, incluindo a Espanha, Portugal, Bélgica e a Holanda. É notável que três países fortemente católicos – Argentina, Espanha e Portugal – tenham desafiado a religião e a tradição social para levantar esse assunto incômodo e controverso, visto por alguns no Ociente como a batalha dos direitos humanos da nossa época.

A lei argentina tem distinções notáveis: ela foi aprovada por uma pequena margem e, nesse momento, aplica-se apenas a cidadãos argentinos. Gays e lésbicas estrangeiros que planejam se casar na Argentina estão sem sorte. Mais significativamente, a lei superou uma oposição amarga das igrejas Católica Romana, Mórmom e evangélica, às quais pertence a maioria da população.

Questões em impasse

Não está certo se outros países do hemisfério irão seguir o exemplo. Até o Brasil, conhecido por sua tolerância a diferentes estilos de vida, está relutante. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil apoia a legalização das uniões civis, mas as medidas legislativas não foram aprovadas.

A Cidade do México era até agora a primeira jurisdição na América Latina a permitir que gays e lésbicas se casem e adotem filhos, uma lei que foi adotada em dezembro de 2009. Embora muitos ativistas tenham comemorado, poucas pessoas acreditam que as tendências liberais da cidade se espalharão para estados mais tradicionais do México extremamente católico.

No Chile, o governo planeja propor uniões civis limitadas, mas não tem planos para ir mais adiante. O Uruguai e a Colômbia têm união civil, mas o casamento gay não está em pauta. A maioria dos países da América Central é contra os direitos dos homossexuais, exceto provavelmente pela Costa Rica, que está considerando algum tipo de garantias civis.

O exemplo cubano

Mais interessante, talvez, seja Cuba. Nas primeiras décadas da revolução de Fidel Castro – conforme documentaram filmes e livros –, os gays e lésbicas não eram bem-vistos pelo governo, nem pela sociedade. Mas hoje os homossexuais podem andar e falar abertamente – graças em grande parte à filha do presidente Raúl Castro, Mariela Castro.

Aos 47 anos, Mariela é chefe do Centro Nacional para Educação Sexual de Bua e sempre foi uma defensora ferrenha dos direitos para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. “Para mim, a identidade e a orientação sexual é um direito humano”, disse ela à revista alemã Der Spiegel numa entrevista deste mês.

Ela e outros ativistas, com o apoio tácito do governo de seu pai, ajudaram a atenuar as atitudes em relação aos gays. Mariela apresentou recentemente um projeto de lei para legalizar as parcerias homossexuais – e teve o apoio de seu pai, disse. Mas retirou a proposta sob os ataques da Igreja Católica e alguns órgãos do governo.

Califórnia

Nos Estados Unidos, os eleitores da Califórnia e outros estados proibiram os casamentos entre pessoas de mesmo sexo. Só o Distrito de Colúmbia e cinco estados, quatro deles em New England (o quinto é Iowa), legalizaram os casamentos gays.

“A chave da conquista dos direitos humanos na Argentina foi a forte liderança dos legisladores e da presidente. É hora de vermos as autoridades que elegemos se levantarem pela Constituição e todas as famílias”, diz Evan Wolfson, diretor-executivo da organização Freedom to Marry. “Os Estados Unidos devem liderar, e não ficar para trás, no que diz respeito ao tratar a todos igualmente diante da lei.”

O presidente Barack Obama agiu para retirar a política de “não pergunte, não conte” dos militares, que retirou milhares de gays e lésbicas das forças armadas. O presidente conseguiu o apoio de altos funcionários militares, e parece possível que eventualmente os militares acabem com a política discriminatória.

Embora o casamento de pessoas do mesmo sexo seja um dos temas mais quentes das guerras culturais nos EUA, o presidente e a maioria dos políticos pisam em ovos em relação ao assunto. Alguns, como Obama, apoiam a união civil, mas não o casamento gay. Algumas pesquisas mostram que uma maioria esquálida de pessoas nos Estados Unidos apoiam o casamento de pessoas do mesmo sexo.

De qualquer maneira, o assunto inflama emoções profundas e, assim como o aborto, irá eventualmente acabar na Suprema Corte dos EUA. Para esse verão, os homossexuais e simpatizantes dos EUA podem se confortar com The Kids Are All Right, o primeiro filme hollywoodiano de massa a retratar um casal de lésbicas com filhos – uma família norte-americana moderna.

Da Redação, com informações do International Herald Tribune

24 julho 2010

Cotas

Desempenho de cotistas fica acima da média  PDF Imprimir E-mail
Seg, 19/07/10 10h20
Estudos realizados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que o desempenho médio dos alunos que entraram na faculdade graças ao sistema de cotas é superior ao resultado alcançado pelos demais estudantes.

O primeiro levantamento sobre o tema, feito na Uerj em 2003, indicou que 49% dos cotistas foram aprovados em todas as disciplinas no primeiro semestre do ano, contra 47% dos estudantes que ingressaram pelo sistema regular.

No início de 2010, a universidade divulgou novo estudo, que constatou que, desde que foram instituídas as cotas, o índice de reprovações e a taxa de evasão totais permaneceram menores entre os beneficiados por políticas afirmativas.

A Unicamp, ao avaliar o desempenho dos alunos no ano de 2005, constatou que a média dos cotistas foi melhor que a dos demais colegas em 31 dos 56 cursos. Entre os cursos que os cotistas se destacaram estava o de Medicina, um dos mais concorridos - a média dos que vieram de escola pública ficou em 7,9; a dos demais foi de 7,6.

A mesma comparação, feita um ano depois, aumentou a vantagem: os egressos de escolas pública tiveram média melhor em 34 cursos. A principal dificuldade do grupo estava em disciplinas que envolvem matemática.
Fonte: O Estado de S.Paulo.
Leia Mais: Cotas para os estudantes da escola pública, por Flávia Calé.

22 julho 2010

Inclusão

Noturno Cadeirantes – A arte da inclusão

Cia. Mix Menestréis reestréia em São Paulo o espetáculo Noturno com atores cadeirantes
Fila para maquiagem, figurinos espalhados pelo camarim, atores “batendo” texto. Em um misto de concentração e agito, falação e silêncio a Cia Mix Menestréis dirigida por Deto Montenegro, que tem como sede o Teatro Dias Gomes em São Paulo, é igual a tantos outros grupos de teatro na hora da preparação que antecede sua entrada no palco, se não fossem os acessórios pessoais que cada ator possui.
Bengalas, muletas e cadeiras de rodas fazem parte da vida destes jovens artistas, que superam barreiras arquitetônicas e sociais para estarem no lugar que mais gostam, no palco. O grupo surgiu em 2003 somente com atores cadeirantes,porém com o sucesso na estréia, acabou incluindo no ano seguinte, jovens com outras deficiências.
“O teatro faz com que não tenhamos medo de se expor e de expor a nossa deficiência, você aprende a ter uma nova postura,” diz a jovem atriz Roseli Behaker, que ficou deficiente visual ainda bebê e conheceu o grupo,  pelo intermédio de uma amiga que sabia sobre o trabalho com cadeirantes. “Conversamos com o diretor sobre a inclusão de deficientes visuais nos espetáculos e ele aceitou a proposta” afirma Roseli.
Assim, nascia o primeiro espetáculo totalmente mix da Cia, “Good Morning São Paulo Mixtureba” onde os deficientes visuais são as pernas dos deficientes físicos e os deficientes físicos são os olhos dos deficientes visuais. Foi um sucesso e um marco para o grupo que conta com seis espetáculos no repertório, utilizando o estilo teatro musical, com dança, música e performance.
O ator cadeirante  Sidney Mayeda, conta que o diretor do grupo desde o início, exigia uma postura totalmente profissional, sempre apostando no talento de cada artista.“Da mesma forma que temos direitos, temos deveres também. Não podemos chegar atrasados e se faltar ele corta do elenco. Não é porque a pessoa tem uma deficiência que tem que viver colocando a culpa nisso”.
Para quem acha que jovens com deficiência vivem em um mundo de lamentações, está bem enganado. Sidney que sofreu uma lesão modular em um terremoto no Japão e esteve soterrado por 6 horas, hoje é totalmente reabilitado e leva uma vida normal, trabalha em uma multinacional, estuda línguas, pratica tênis e taekwondo adaptado, frequenta festas, baladas e tem o teatro como sua segunda profissão.
Vencer o preconceito e ensinar a sociedade a lidar com a diversidade são os grande desafios desses jovens que buscam a inclusão através da arte. A mais nova integrante do grupo, Dulce Nogueira possui a Síndrome de Larsen, uma enfermidade que atrofia os nervos. “Eu conheci a arte depois do nascimento das minhas filhas gêmeas que nasceram com a doença congênita. Comecei a procurar projetos de inclusão social e encontrei a Cia Mix Menestréis pelo site. Conhecer novas pessoas me ajudou a superar esse momento” comenta a atriz.
   
 Noturno Cadeirantes
Após sucesso com duas temporadas de “A Mansão de Miss Jane”, última peça produzida pelo grupo, a Cia.retorna aos palcos com Noturno Cadeirantes, espetáculo que tem como tema os vários aspectos da noite paulistana, apresentados através de um revezamento cênico cinematográfico, onde o espaço físico do teatro é utilizado por 20 atores que, deslizando em cadeiras de rodas, surpreendem a platéia ao realizarem coreografias e cenas com talento e agilidade. Escrito e dirigido por Oswaldo Montenegro, o espetáculo estreou em 1991 na cidade de São Paulo e foi adaptado para um elenco de cadeirantes em 2003, sob direção de Deto Montenegro.

Serviço:
O que? Noturno Cadeirante
Aonde? Teatro Dias Gomes Rua Domingos de Moraes, nº 348 - Vila Mariana – Telefones: 5575-7472
Quando? De 17 de julho a 1º agosto - Sábados 21 h e Domingos 20 h
Quanto? R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (estudantes)

Sabotage

Assassino do rapper Sabotage é condenado a 14 anos de prisão

Sirlei Menezes da Silva foi condenado (dia 14) pelo 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, a 14 anos de prisão por matar o rapper Mauro Mateus dos Santos, conhecido como Sabotage, em 2003. A juíza Fabíola Oliveira Silva concluiu que o homicídio teve dois agravantes: motivo torpe e defesa da vítima dificultada.

A razão do crime foi apontada como vingança. De acordo com investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Sabotage e Sirlei estavam envolvidos em uma rede de tráfico de drogas na Favela da Paz, na zona sul de São Paulo, local onde moraram durante algum tempo.

O músico e outro traficante da quadrilha, Durval Xavier dos Santos, o "Binho", teriam assassinado um comparsa de Sirlei, Nivaldo Pereira da Silva, o "Caçapa". O réu chegou a confessar o crime quando foi preso, em 2004, mas a defesa alega que ele foi forçado a fazê-lo.

Após o depoimento de uma testemunha secreta, chegou-se à indicação da autoria de Sirlei. Ela apontou também o acusado como responsável por outros oito homicídios, que já estão tendo suas investigações reabertas.

O advogado de defesa, Marcelo Carneiro Novaes, defensor público, disse que vai entrar com recurso ainda hoje. Segundo ele, as provas são insuficientes e a confissão extrajudicial - que poderia atenuar a pena - não tem "suporte técnico."

Para lembrar

O assassinato ocorreu em 24 de janeiro de 2003, no bairro da Saúde, zona sul da capital paulista. Silva, de 29 anos, teria sido o autor dos quatro tiros que mataram Sabotage.

Fonte: Vermeho.org

Eleições e Mídia

Essa Semana, o Blog NossaCaraSP está com posts sobre Eleições e Mídia, vale apena conferir!

UJS/SP debate papel da mídia nas eleições



A UJS de São Paulo promove no próximo sábado (24/7) o seu Encontro de Comunicação e Eleição para debater a atuação da mídia no atual momento político e conta com presenças ilustres.

O evento pretende reunir toda a militância engajada nas novas mídias para trocar idéias quanto ao fortalecimento dos meios de comunicação alternativos à imprensa de massa, além de colocar em pauta o desafio de garantir a continuidade dos avanços conquistados nos últimos anos pela juventude. Contando com a presença de Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada, Altamiro Borges, membro do comitê central do PCdoB e importante referência blogueira, e Conceição Oliveira, do blog Maria Frô, a UJS prepara seu arsenal ideológico para a batalha eleitoral que está no ar.

Além dos bate-papos com os palestrantes, o encontro vai contar ainda com algumas oficinas para orientar quanto a melhor utilização das ferramentas online no campo da comunicação. A organização do evento, que será realizado na sede do Comitê Central do PCdoB, ainda espera a confirmação da presença do jornalista Luiz Carlos Azenha, do site Viomundo. Com início às 8h30, o encontro se estende por todo o sábado e será encerrado com uma reunião da diretoria estadual da UJS.

Confira abaixo toda a programação:

8h30 - Debate de abertura: Mídia e Eleição

Paulo Henrique Amorim e Altamiro Borges

12h - Almoço

13h - Blogs: Debate e Oficina com Luiz Carlos Azenha (a confirmar)

15h30 - Twitter: Debate e Oficina com Conceição Oliveira

17h - UJS na Batalha: Reunião da Direção Estadual da UJS

Local: Sede do Comitê Central do PCdoB - Rua Rego Freitas, 192 - República
Data: 24/07 - Sábado
Horário: 8h30

Fonte: nossacarasp.bogspot.com

05 julho 2010

ONU cria nova estrutura para o empoderamento das mulheres

02.07.10

ONU cria nova estrutura para o empoderamento das mulheres

(02/07/2010 - 16:49)

Criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de negociações entre Estados-membros da ONU e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo

Nova York (EUA) - Numa decisão histórica, a Assembleia Geral da ONU votou por unanimidade hoje (2/7), em Nova York, a criação de uma nova entidade para acelerar o progresso e o atendimento das demandas das mulheres e meninas em todo o mundo. A criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de negociações entre Estados-membros da ONU e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo. Faz parte da agenda de reforma das Nações Unidas, reunindo recursos e de mandatos de maior impacto.
"Sou grato aos Estados-Membros, por ter este grande passo em frente para as mulheres do mundo e meninas", disse o secretário-geral Ban Ki-moon, em um comunicado elogiando a decisão. "ONU Mulheres vai aumentar significativamente os esforços da ONU para promover a igualdade de gênero, expandir as oportunidades e combater a discriminação em todo o mundo", completou. A ONU Mulheres será construída a partir do trabalho de quatro instâncias das Nações Unidas, cuja atuação se concentra na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres:

• Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW, criada em 1946)
• Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para a Promoção da Mulher (INSTRAW, criada em 1976)
• Escritório de Assessoria Especial em Questões de Gênero  (OSAGI, criada em 1997)
• Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM, criada em 1976)
"Felicito aos dirigentes e funcionários da DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM pelo seu compromisso com a causa da igualdade de gênero e vou contar com o seu apoio à medida que entramos numa nova era no trabalho da ONU para as mulheres", disse o secretário-geral Ban . "Eu fiz a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres uma das minhas prioridades de trabalho para acabar com o flagelo da violência contra as mulheres, a nomeação de mais mulheres a altos cargos, os esforços para reduzir as taxas de mortalidade materna", observou Ban.
Durante muitas décadas, a ONU fez progressos significativos na promoção da igualdade de gênero através de acordos marco, tais como a Declaração e a Plataforma de Ação de Beijing e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres. A igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. O empoderamento das mulheres é um catalisador para a prosperidade da economia, estimulando a produtividade e o crescimento.
No entanto, as desigualdades de gênero permanecem profundamente arraigadas em cada sociedade. Mulheres em todas as partes do mundo sofrem violência e discriminação e estão subrepresentadas em processos decisórios. Altas taxas de mortalidade materna continuam a ser motivo de vergonha global. Por muitos anos, a ONU tem enfrentado sérios desafios nos seus esforços para promover a igualdade de gênero no mundo, incluindo a descentralização dos financiamentos e ausência uma única instância para controlar r as atividades da ONU em questões de igualdade de gênero.
Pleno funcionamento: janeiro de 2011
ONU Mulheres, que estará em pelo funcionamento operacional em Janeiro de 2011, foi criada pela  Assembleia Geral para tratar desses desafios. Será uma instância forte e dinâmica voltada para as mulheres e meninas, proporcionando-lhes uma voz poderosa a nível global, regional e local. Vai melhorar, e não substituir, os esforços de outras partes do sistema das Nações Unidas (tais como UNICEF, PNUD e UNFPA), que continuam a ter a responsabilidade de trabalhar pela igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em suas áreas de especialização.
ONU Mulheres terá duas funções principais: irá apoiar os organismos intergovernamentais como a Comissão sobre o Status da Mulher na formulação de políticas, padrões e normas globais, e vai ajudar os Estados-membros a implementar estas normas, fornecendo apoio técnico e financeiro adequado para os países que o solicitem, bem como estabelecendo parcerias eficazes com a sociedade civil. Também ajudará o Sistema ONU a ser responsável pelos seus próprios compromissos sobre a igualdade de gênero, incluindo o acompanhamento regular do progresso do Sistema.
O Secretário-Geral Ban Ki-moon nomeará uma SubSecretária-Geral para dirigir o novo órgão. Aguarda sugestões dos Estados-Membros e parceiros da sociedade civil para definição do nome. A Subsecretária-Geral será membro de todas as instâncias superiores de decisão da ONU e apresentará relatórios ao Secretário-Geral.
Missão e orçamento
O orçamento da ONU Mulher será formado por contribuições voluntárias, enquanto que o orçamento regular da ONU vai apoiar o seu trabalho normativo. Pelo menos $ 500 milhões - o dobro do orçamento atual combinado de DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM - tem sido reconhecida pelos Estados-Membros como investimento mínimo necessário para a ONU Mulheres.
“ONU Mulheres terá um discurso forte e unificado em prol de mulheres e meninas de todo o mundo. Estou ansioso para ver esta nova entidade em funcionamento para que nós - mulheres e homens - possa avançar em conjunto em nossos esforços para alcançar os objetivos de igualdade, desenvolvimento e paz para todas as mulheres e meninas, em todos os lugares ", disse o secretário-geral adjunto Asha-Rose Migiro.
A resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas de criação da ONU Mulheres também abrange questões mais amplas relacionadas à ONU, estabelecendo uma nova abordagem para o financiamento de operações de desenvolvimento das Nações Unidas, agilidade ao trabalho dos organismos da ONU e melhoria dos métodos de avaliação dos esforços de reforma.

Contato da imprensa: Charlotte Scaddan, +1 917-367-9378, scaddan@un.org

Acesse o site www.unwomen.org