17 setembro 2011
Capivariando
Então sim, estamos de férias
Não nos olhe com esse olhar de reprovação
Você tbm queria viver a cantar
Nesse mundo onde todos procuram sobreviver
Escolhemos viver
Viver e cantar
Viver, cantar e capivariar
Mas sem esquecer de nosso lugar
Nossos lugares...
...cercados de luta e suor
Aqui vivemos, e escolhemos nossas armas para lutar
A caneta, o papel e o violão
Não ridicularize nosso sonho
Nosso sonho e nossa luta
Continuaremos a lutar para que tod@s nós possamos viver assim
à cantar
Viver , cantar e capivariar
10/09/11
09 agosto 2011
O colonialismo cultural
Luiz Carlos Bresser-Pereira
Folha de S.Paulo, 01.08.11
A formação de professores e pesquisadores no Brasil está ocorrendo conforme a agenda e os interesses dos países ricos e influentes
De que tipo de economistas o Brasil precisa? De economistas que pensem de acordo com os problemas e interesses nacionais ou conforme a agenda e os interesses dos ricos?
Faço essa pergunta ao verificar que hoje o padrão de qualidade do ensino e da pesquisa aceito pela "comunidade acadêmica" é definido pelas revistas estrangeiras.
Ao fazermos isso, estamos formando professores e pesquisadores alienados dos interesses nacionais, estamos praticando uma violência contra a nação brasileira.
Para que uma nação seja forte, precisa dominar a ciência e a tecnologia, o que permitiu que os primeiros países que se industrializaram se tornassem ricos e poderosos.
Para isso, países como o Brasil, cuja revolução capitalista foi retardatária, precisam contar com universidades capazes de absorver a ciência e a tecnologia estrangeiras.
Não é, porém, com esse tipo de argumentação que se pode explicar o fato de que no Qualis -o sistema de qualificação de periódicos da Capes que serve para avaliar a produção acadêmica- não haja sequer uma revista nacional de economia classificada como A.
Se a teoria econômica fosse uma ciência natural e exata como é a física, não haveria problema aí. Mas a economia é uma ciência social, é uma ciência que busca compreender como as sociedades modernas produzem e distribuem riqueza.
É uma ciência imprecisa porque os homens não são autômatos previsíveis e é sempre marcada pela ideologia, pois os interesses que envolve são muito grandes.
Pretender transformá-la em uma ciência matemática é pura arrogância, o que leva à desregulamentação dos mercados e abre espaço para baixo crescimento e crises.
A economia é uma ciência que sempre refletiu interesses nacionais. E os países ricos sempre a usaram para "empurrar a escada" dos retardatários, ou seja, para convencê-los a adotar políticas que consultam seus interesses nacionais.
Não obstante isso, os artigos publicados por pesquisadores em revistas brasileiras obtêm uma pontuação nas avaliações da Capes muito menor do que os publicados em revistas estrangeiras.
A participação das revistas nacionais na classe A é zero. O que estamos dizendo aos jovens brasileiros com essa política?
Que pautem suas pesquisas e sua forma de pensar pelos padrões dos países ricos nossos concorrentes. "Mas é mais difícil publicar em uma revista estrangeira", dizem-nos.
Claro que é em algumas revistas, mas não é esse o critério. Ao Brasil, o que interessa são economistas que saibam analisar e propor soluções para os problemas brasileiros.
Quando revelo à Capes minha indignação com o colonialismo cultural, dizem-me que estão traduzindo a visão da comunidade acadêmica.
Mas quem "consagra" tal monstruosidade é o Estado brasileiro, que existe não para traduzir, mas para afirmar valores.
Para resolver esse problema, a Capes deveria estabelecer para as ciências humanas um porcentual mínimo de periódicos nacionais A.
Não precisa ser um percentual alto como o da história. Um número em torno de 20% como é o caso da antropologia é aceitável. Inaceitável é o que ocorre na economia.
Luiz Carlos Bresser-Pereira
Globalization and Competition
Published in French (La Découverte),
Portuguese (Campus)
and English (Cambridge University Press)
www.bresserpereira.org.br.
27 julho 2011
SALVE A FAVELA
RESISTENCIA DAS RESISTENCIAS
COTIDIANAMENTE
COEXISTIR COM TURBULENCIAS
SOMOS O POVO
QUE A IGNORANCIA OPRIMIU
SOMOS O POVO
NUNCA SEREMOS O BRASIL
NÃO HÁ LIMITES NEM BARREIRAS
ESTAMOS SEMPRE EM AÇÃO
CUIDAMOS DO NOSSO LUGAR
PARA MUDAR AS CONDIÇÃO
É TUDO NOSSO , SEM PRECONCEITO
NÃO SOMOS SÓ BRASIL
TEM FAVELA NO MUNDO INTEIRONOSSA CULTURA
TEM O RESPEITO COMO UNICA DISCIPLINA
E O AMOR
PARA MANTER A SINTONIA.
É SEM MALDADE
MAS NÃO É PERFEITO
POIS SO LUTAMOS
PARA VIVER DO NOSSO JEITO.
(BERNARDO DE PAULA SANTOS)
25 julho 2011
ja nao sei mais o q é e o q nao é...
estou ficando louca, depressiva, que droga, será a droga?
mas o que é droga??….
nao sei ...
só sei q nada sei...
a saudade confunde destroi o coraçao e a mente..
fico cada dia, cada hora, a cada momento mais confusa..
explosao de sentimentos em mim...
estou explodindo...
explodindo...
explodo!
e me transformo em um mar de lagrimas...
aguas q parecem nao acabar...
apenas meu pranto ja seria capaz de acabar com a sede da humanidade...
Demorô - Criolo Doido
Então há how demorô, demorô
Há how demorô criolo
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
É eaí, aos quase trinta sim, cantador de rap com orgulho sim
Sofrimento existe mais eu desisti, a inveja existe mais não sucumbir
A mais de mil anos sempre foi assim. Violência só trás revolta pra mim,
Tem que ser assim verdadeiro, limpão..é , de coração
A doença ta no ar naquele falso refrão, onde amizade não conta..Sai que é rolê perdido
Já dizia meu paizinho, onde falta respeito a amizade vai pro lixo.
Muda essa roupa, corta esse cabelo. O QUE? vá todo mundo se f*der
Meu coração ta limpo querendo fazer o bem,
Vocês não tão nem aí pra mim e nem pra ninguém.
OK, então não facilitarei.OK então eu não to nem aí pra vocês.
Trabalhador brasileiro é tratado que nem lixo
Então há how demorô, demorô
Há how demorô criolo
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Suas leís já cairam, sociedade podre
Suas leís já não vingam, sociedade podre
Ande de skate pra aliviar o stresse.
Jogue um basquette pra aliviar o stresse
Infelizmente vocês sabem, que até no esporte rola trairagem
Vou fazer o que? Se eu for me envolver.
Pegar numa arma é isso que cê quer?
O mal progredido e o bem de marcha-ré
E se eu cair numa bala, ninguém vai falar nada
Eu to ligeiro,que o que manda é o dinheiro
A pupila dilatada e o ar ta rarefeito
São vários na quebrada que trampão de pedreiro
E o máximo que uma pedra fará por você
É você querer morrer.
É brisa que cê quer? Sai com a mulher
Sabe como é ou não sabe?
É brisa que cê quer? Conquista uma mulher
Sabe como é ou não sabe?
Você tem raiva porque eu não me sujeitei a você
Então há how demorô, demorô
Há how demorô criolo
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
19 julho 2011
Desabafo…. UNILA: Garantir a liberdade pelos compromissos assumidos com a América Latina
Sou uma a mais entre os mais de 400 estudantes da segunda turma que chegaram a Foz do Iguaçú este ano para estudar na Universidade Federal da Integração Latino-Americana; somados a primeira turma somos aproximadamente 600 estudantes de 7 nacionalidades distintas que deixaram suas vidas e suas casas a fim de acumular conhecimento para contribuir com o desenvolvimento dessa região denominada de América Latina. Nesse sentido, entristece-me ver alguns fatos ocorridos no espaço da vida universitária, que necessito publicizar.
Nos deparamos com uma universidade em construção, natural portanto, esperar equivocos na elaboração da universidade. Passamos já durante as aulas pela construção das grades definitivas dos cursos e do espaço físico da universidade que hoje funciona num espaço antidemocratico e excludente, principlamente com relação à comunidade de Foz do Iguaçú. Diante desse quadro, me questiono e aos demais que possam ler essa mensagem, pq diante de tantas questões importantes referentes a universidade, alguns se preocupam mais com as práticas da vida cotidiana dos estudantes do que com essas questões?
Observamos desde o ínicio de nossa chegada, uma perseguição principalmente na Moradia II onde resido. Apenas para constar, até hoje (desde abril), não sabemos ao certo como é o vínculo da UNILA com o Hotel Kacique Salvatti onde se instalou a moradia. Não há documento algum (ou está sendo omitido a nós) que falem sobre esse vinculo, não sabemos se o Hotel foi alugado ou se estamos ali como hóspedes, oq ue vem causando conflitos diretos com o dono do Hotel. A questão da regularidade dessa moradia é incerta e complexa, aqui ficarei apenas nesse esboço superficial, pois como disse não há documento oficial algum para poder basear essa discussão.
O assunto que quero tratar aqui especificamente, diz respeito há um fato ocorrido hoje, dia de prova final da disciplina de América Latina, onde poucos – para não dizer nenhum – estudante se faz presente na moradia. O Sr. Elias, assistente social da UNILA, foi visto acompanhado de mais dois individuos fotografando um quarto da moradia na ausencia de seus ‘moradores’. A pergunta que se faz presente e me inquieta é: com que autoridade essa ação foi possível? Apesar de tudo e qualquer coisa, é naquele espaço que residimos, fazemos dele nosso lugar e lá estão nossos objetos pessoais bem como nossas manifestações mais intimas expressas pela rebeldia da juventude inclusive com nossas marcas nas paredes…
Não tenho nesse momento muita capacidade lógica na escrita pela indignação que me enche o peito, porém gostaria de compreender em que argumento legal se baseia a referida ação e qual a justificativa da mesma, visto principalmente que os residentes daquele espaço não se encontravam presentes…
Nossos anseios e objetivos nessa universidade não podem e nem serão travados por esse tipo de ação, mas é importante lembrar que toda ação gera a reação, e sinceramente, espero que tenhamos explicações lógicas sobre esse e outros fatos ocorridos a fim de poder nos preocupar apenas com os compromissos academicos sem qualquer tipo de perseguição e violação da liberdade.
29 junho 2011
Soneto das Flores
Flores esbeltas, de pétalas macias
arrebatadas dos campos Elísios,
com ardor de pimenta
acompanhada da paz dos Lírios.
Delírios quem não tem ao dia.
Tu sois colírio paras minhas retinas,
pois meus olhos lacrimegantes
formam lago entre as colinas .
Uma flor as vezes me lembra outra flor,
independente de cor.
Noto só sua fragrância.
Por dentro é o que eu vejo
de mais belo e verdadeiro ...
e que fragrância não é só o cheiro !
(Edgar Pereira)
22 junho 2011
CONVOCATORIA AL XVI CLAE “Por Nuestra América: educación, unidad y libertad”
El 11 de Agosto de 1966 se celebró el IV Congreso Latinoamericano de Estudiantes en La Habana, Cuba, bajo la consigna de “Unidad, solidaridad y combatividad en contra del fascismo y el imperialismo, en defensa de la educación pública y la autonomía universitaria”. Para preservar tan altos valores y principios emanados del movimiento estudiantil, que siempre ha escrito páginas combativas y heroicas, se fundó en este escenario la Organización Continental Latinoamericana y Caribeña de Estudiantes (OCLAE). Este hecho permitió la unión del movimiento estudiantil continental con el movimiento obrero y campesino, por la liberación definitiva de nuestros pueblos.
En los próximos meses se cumplirán 45 años de tan importante acontecimiento, lo que nos convoca a mantener la lucha por la paz y los principios que defendemos. Durante estos años se ha demostrado la pujanza del estudiantado latinoamericano, en contra de las más terribles dictaduras, el imperialismo y en defensa de la soberanía.
No sólo hemos luchado por el derecho a la educación, sino también por la protección de mejores salarios para los obreros, por la justicia social, la eliminación de la miseria y de la explotación indiscriminada, enfrentando a los gobiernos neoliberales y las políticas del Banco Mundial y del Fondo Monetario Internacional. Diversas han sido las luchas que hemos emprendido y muchos más serán nuestros retos.
Hoy convocamos a realizar el XVI Congreso Latinoamericano y Caribeño de Estudiantes (CLAE), en un momento trascendental para el continente y el mundo. El capitalismo cae en una profunda crisis que origina guerras de ocupación, desempleo, hambre, delincuencia, migración, xenofobia y donde la educación es vulnerable a estas consecuencias. En Europa se recortan presupuestos, elevan aranceles y matrículas, recibiendo como respuesta la movilización masiva de la juventud de manera irreverente y consecuente.
América Latina, en el marco del Bicentenario de su Independencia, presenta una situación similar. En algunos países el ataque a la educación pública y el predominio de la privatización convoca a miles de estudiantes; sin embargo al mismo tiempo, en otras naciones se prioriza la gratuidad, el libre ingreso, la calidad y la universalización de la educación, siendo este el resultado del acumulado histórico de nuestro movimiento estudiantil que ha permitido obtener victorias importantes. Los retos del presente son aún mayores pero no defraudaremos las exigencias y derechos justos para la educación en nuestra América.
En Montevideo, Uruguay, la nación de Artigas, cuna de grandes hombres y mujeres de gestas imborrables, sede del primer Congreso; nos reuniremos nuevamente del 10 al 15 de agosto bajo la consigna “Por Nuestra América: educación, unidad y libertad”. Este será el escenario para que retumben los nombres del Che, Bolívar, Martí, Sandino, Fefel, los postulados de la Reforma de Córdoba y el grito de que una América Latina distinta es posible.
Vamos con alegría a defender nuestras conquistas, a luchar por nuestros sueños y convertirlos en realidades. Hoy, como ayer, seguimos levantando las banderas de la esperanza y la solidaridad reclamando el derecho que nos asiste a una educación pública, gratuita y de calidad.
“La unidad de los pueblos no es simple quimera de los hombres, sino inexorable decreto del destino”, sentenció el libertador Simón Bolívar. ¡Hagamos nuestro el legado de los mártires! ¡Cerremos fila en la lucha por alcanzar nuestros derechos y defendamos las reivindicaciones históricas de los estudiantes!
¡Viva el Movimiento Estudiantil Latinoamericano y del mundo!
¡Hasta la Victoria, Siempre!
