11 outubro 2011
1º Encontro Mundial de Blogueiros
27 de outubro – quinta-feira:
19 horas – abertura oficial do evento no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu
- Coquetel e iluminação da barragem de Itaipu
28 de outubro – sexta-feira
9 horas – Debate: “O papel das novas mídias”
- Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;
- Kristinn Hrafnsson – porta-voz do WikiLeaks;
- Dênis de Moraes – autor do livro “Mutações do visível: da comunicação de massa à comunicação em rede”;
- Luis Nassif – jornalista e blogueiro;
* Mesa dirigida por Natalia Vianna (Agência Pública) e Tatiane Pires (blogueira do RS)
14 horas – Painel: “Experiências nos EUA e Europa”
- Pascual Serrano – blogueiro e fundador do sítio Rebelión (Espanha);
- Amy Goodman – diretora do Democracy Now (EUA) [*]
- Jillian York – blogueira, colunista do Huffington Post, Guardian e da TV Al Jazeera (EUA);
* Mesa dirigida por Renata Mielli (Barão de Itararé) e Altino Machado (blogueiro do Acre);
16 horas – Painel: “Experiências na Ásia e África”.
- Ahmed Bahgat – blogueiro e ativista digital na “revolta do mundo árabe” (Egito);
- Atanu Dey – blogueira da Índia e especialista em Tecnologia da Informação (Índia);
- Pepe Escobar – jornalista e colunista do sítio Ásia Times Online (Japão);
- Mar-Jordan Degadjor – blogueiro e diretor da ONG África para o Futuro (Gana);
* Mesa dirigida por Renato Rovai (Altercom) e Sérgio Telles (blogueiro do Rio de Janeiro);
Dia 29 de outubro – sábado:
9 horas – Painel: “Experiências na América Latina”.
- Iroel Sánchez – blogueiro da página La Pupila Insomne e do sítio CubaDebate (Cuba);
- Osvaldo Leon – editor sítio da Agência Latinoamericana de Informação – Alai (Equador);
- Martin Becerra – professor universitário e blogueiro (Argentina);
- Jesse Freeston – blogueiro e ativista dos direitos humanos (Honduras);
* Luis Navarro (Editor do jornal La Jornada – México)
* Martin Granovsky (Editor Especial do jornal Página 12 – Argentina)
* Mesa dirigida por Sérgio Bertoni (blogueiro do Paraná) e Cido Araújo (blogueiro de São Paulo);
14 horas – Painel: “As experiências no Brasil”
- Leandro Fortes – jornalista da revista CartaCapital, blogueiro e da comissão nacional do BlogProg;
- Esmael Moraes – criador do blog do Esmael.
- Conceição Oliveira – criadora do blog Maria Frô e tuiteira.
- Bob Fernandes – editor do sitio Terra Magazine [*];
* Mesa dirigida por Maria Inês Nassif (Carta Maior) e Daniel Bezerra (blogueiro do Ceará);
16 horas – Debate: A luta pela liberdade de expressão e pela democratização da comunicação.
– Paulo Bernardo – ministro das Comunicações do Brasil [*];
- Jesse Chacón – ex-ministro das Comunicações da Venezuela;
- Damian Loreti – integrante da comissão que elaborou a Ley de Medios na Argentina;
- Blanca Josales – ministra das Comunicações do Peru;
* Mesa dirigida por Julieta Palmeira (associação de novas mídias da Bahia) e Tica Moreno (blogueiras feministas);
18 horas – Ato de encerramento.
- Aprovação da Carta de Foz do Iguaçu (propostas e organização).
[*] Os nomes com asteriscos ainda não estão confirmados.
09 outubro 2011
Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
TANTO FAZ NÃO SATISFAZ O QUE PRECISO
... Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
cuida de mim enquando ñ me esqueço de vc
cuida de mim enquando finjo que sou quem eu queria ser.
(Teatro Mágico)
30 setembro 2011
Reitoria Ocupada!
Foz do Iguaçu, 30 de setembro de 2011 - 14h22 - Muito Calor!
Estudantes dos 12 cursos de graduação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana ocupando o prédio da reitoria.
Pauta Principais(resumidamente):
-Laboratórios para os cursos de Engenharia Civil, Eng. de Energias Renováveis e Ciên. Biológicas;
-Contratação de Professores (alguns cursos estão sem aulas em determinadas materiais desde o início do semestre por falta de professores);
-Apresentação da grade definitiva dos cursos, com participação dos estudantes em sua elaboração.
Por iniciativa dos cursos que necessitavam de laboratórios e posterior agregação de estudantes de todos os cursos, a reitoria está ocupada desde às 9h00, esperando um comprometimento da reitoria de resolução objetiva dessas questões.
Mais notícias a qualquer hora! haha
17 setembro 2011
Capivariando
Então sim, estamos de férias
Não nos olhe com esse olhar de reprovação
Você tbm queria viver a cantar
Nesse mundo onde todos procuram sobreviver
Escolhemos viver
Viver e cantar
Viver, cantar e capivariar
Mas sem esquecer de nosso lugar
Nossos lugares...
...cercados de luta e suor
Aqui vivemos, e escolhemos nossas armas para lutar
A caneta, o papel e o violão
Não ridicularize nosso sonho
Nosso sonho e nossa luta
Continuaremos a lutar para que tod@s nós possamos viver assim
à cantar
Viver , cantar e capivariar
10/09/11
09 agosto 2011
O colonialismo cultural
Luiz Carlos Bresser-Pereira
Folha de S.Paulo, 01.08.11
A formação de professores e pesquisadores no Brasil está ocorrendo conforme a agenda e os interesses dos países ricos e influentes
De que tipo de economistas o Brasil precisa? De economistas que pensem de acordo com os problemas e interesses nacionais ou conforme a agenda e os interesses dos ricos?
Faço essa pergunta ao verificar que hoje o padrão de qualidade do ensino e da pesquisa aceito pela "comunidade acadêmica" é definido pelas revistas estrangeiras.
Ao fazermos isso, estamos formando professores e pesquisadores alienados dos interesses nacionais, estamos praticando uma violência contra a nação brasileira.
Para que uma nação seja forte, precisa dominar a ciência e a tecnologia, o que permitiu que os primeiros países que se industrializaram se tornassem ricos e poderosos.
Para isso, países como o Brasil, cuja revolução capitalista foi retardatária, precisam contar com universidades capazes de absorver a ciência e a tecnologia estrangeiras.
Não é, porém, com esse tipo de argumentação que se pode explicar o fato de que no Qualis -o sistema de qualificação de periódicos da Capes que serve para avaliar a produção acadêmica- não haja sequer uma revista nacional de economia classificada como A.
Se a teoria econômica fosse uma ciência natural e exata como é a física, não haveria problema aí. Mas a economia é uma ciência social, é uma ciência que busca compreender como as sociedades modernas produzem e distribuem riqueza.
É uma ciência imprecisa porque os homens não são autômatos previsíveis e é sempre marcada pela ideologia, pois os interesses que envolve são muito grandes.
Pretender transformá-la em uma ciência matemática é pura arrogância, o que leva à desregulamentação dos mercados e abre espaço para baixo crescimento e crises.
A economia é uma ciência que sempre refletiu interesses nacionais. E os países ricos sempre a usaram para "empurrar a escada" dos retardatários, ou seja, para convencê-los a adotar políticas que consultam seus interesses nacionais.
Não obstante isso, os artigos publicados por pesquisadores em revistas brasileiras obtêm uma pontuação nas avaliações da Capes muito menor do que os publicados em revistas estrangeiras.
A participação das revistas nacionais na classe A é zero. O que estamos dizendo aos jovens brasileiros com essa política?
Que pautem suas pesquisas e sua forma de pensar pelos padrões dos países ricos nossos concorrentes. "Mas é mais difícil publicar em uma revista estrangeira", dizem-nos.
Claro que é em algumas revistas, mas não é esse o critério. Ao Brasil, o que interessa são economistas que saibam analisar e propor soluções para os problemas brasileiros.
Quando revelo à Capes minha indignação com o colonialismo cultural, dizem-me que estão traduzindo a visão da comunidade acadêmica.
Mas quem "consagra" tal monstruosidade é o Estado brasileiro, que existe não para traduzir, mas para afirmar valores.
Para resolver esse problema, a Capes deveria estabelecer para as ciências humanas um porcentual mínimo de periódicos nacionais A.
Não precisa ser um percentual alto como o da história. Um número em torno de 20% como é o caso da antropologia é aceitável. Inaceitável é o que ocorre na economia.
Luiz Carlos Bresser-Pereira
Globalization and Competition
Published in French (La Découverte),
Portuguese (Campus)
and English (Cambridge University Press)
www.bresserpereira.org.br.
27 julho 2011
SALVE A FAVELA
RESISTENCIA DAS RESISTENCIAS
COTIDIANAMENTE
COEXISTIR COM TURBULENCIAS
SOMOS O POVO
QUE A IGNORANCIA OPRIMIU
SOMOS O POVO
NUNCA SEREMOS O BRASIL
NÃO HÁ LIMITES NEM BARREIRAS
ESTAMOS SEMPRE EM AÇÃO
CUIDAMOS DO NOSSO LUGAR
PARA MUDAR AS CONDIÇÃO
É TUDO NOSSO , SEM PRECONCEITO
NÃO SOMOS SÓ BRASIL
TEM FAVELA NO MUNDO INTEIRONOSSA CULTURA
TEM O RESPEITO COMO UNICA DISCIPLINA
E O AMOR
PARA MANTER A SINTONIA.
É SEM MALDADE
MAS NÃO É PERFEITO
POIS SO LUTAMOS
PARA VIVER DO NOSSO JEITO.
(BERNARDO DE PAULA SANTOS)
25 julho 2011
ja nao sei mais o q é e o q nao é...
estou ficando louca, depressiva, que droga, será a droga?
mas o que é droga??….
nao sei ...
só sei q nada sei...
a saudade confunde destroi o coraçao e a mente..
fico cada dia, cada hora, a cada momento mais confusa..
explosao de sentimentos em mim...
estou explodindo...
explodindo...
explodo!
e me transformo em um mar de lagrimas...
aguas q parecem nao acabar...
apenas meu pranto ja seria capaz de acabar com a sede da humanidade...
Demorô - Criolo Doido
Então há how demorô, demorô
Há how demorô criolo
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
É eaí, aos quase trinta sim, cantador de rap com orgulho sim
Sofrimento existe mais eu desisti, a inveja existe mais não sucumbir
A mais de mil anos sempre foi assim. Violência só trás revolta pra mim,
Tem que ser assim verdadeiro, limpão..é , de coração
A doença ta no ar naquele falso refrão, onde amizade não conta..Sai que é rolê perdido
Já dizia meu paizinho, onde falta respeito a amizade vai pro lixo.
Muda essa roupa, corta esse cabelo. O QUE? vá todo mundo se f*der
Meu coração ta limpo querendo fazer o bem,
Vocês não tão nem aí pra mim e nem pra ninguém.
OK, então não facilitarei.OK então eu não to nem aí pra vocês.
Trabalhador brasileiro é tratado que nem lixo
Então há how demorô, demorô
Há how demorô criolo
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Suas leís já cairam, sociedade podre
Suas leís já não vingam, sociedade podre
Ande de skate pra aliviar o stresse.
Jogue um basquette pra aliviar o stresse
Infelizmente vocês sabem, que até no esporte rola trairagem
Vou fazer o que? Se eu for me envolver.
Pegar numa arma é isso que cê quer?
O mal progredido e o bem de marcha-ré
E se eu cair numa bala, ninguém vai falar nada
Eu to ligeiro,que o que manda é o dinheiro
A pupila dilatada e o ar ta rarefeito
São vários na quebrada que trampão de pedreiro
E o máximo que uma pedra fará por você
É você querer morrer.
É brisa que cê quer? Sai com a mulher
Sabe como é ou não sabe?
É brisa que cê quer? Conquista uma mulher
Sabe como é ou não sabe?
Você tem raiva porque eu não me sujeitei a você
Então há how demorô, demorô
Há how demorô criolo
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
Ninguém vai me freiar, ninguém vai me dizer o que eu devo fazer nessa porra
19 julho 2011
Desabafo…. UNILA: Garantir a liberdade pelos compromissos assumidos com a América Latina
Sou uma a mais entre os mais de 400 estudantes da segunda turma que chegaram a Foz do Iguaçú este ano para estudar na Universidade Federal da Integração Latino-Americana; somados a primeira turma somos aproximadamente 600 estudantes de 7 nacionalidades distintas que deixaram suas vidas e suas casas a fim de acumular conhecimento para contribuir com o desenvolvimento dessa região denominada de América Latina. Nesse sentido, entristece-me ver alguns fatos ocorridos no espaço da vida universitária, que necessito publicizar.
Nos deparamos com uma universidade em construção, natural portanto, esperar equivocos na elaboração da universidade. Passamos já durante as aulas pela construção das grades definitivas dos cursos e do espaço físico da universidade que hoje funciona num espaço antidemocratico e excludente, principlamente com relação à comunidade de Foz do Iguaçú. Diante desse quadro, me questiono e aos demais que possam ler essa mensagem, pq diante de tantas questões importantes referentes a universidade, alguns se preocupam mais com as práticas da vida cotidiana dos estudantes do que com essas questões?
Observamos desde o ínicio de nossa chegada, uma perseguição principalmente na Moradia II onde resido. Apenas para constar, até hoje (desde abril), não sabemos ao certo como é o vínculo da UNILA com o Hotel Kacique Salvatti onde se instalou a moradia. Não há documento algum (ou está sendo omitido a nós) que falem sobre esse vinculo, não sabemos se o Hotel foi alugado ou se estamos ali como hóspedes, oq ue vem causando conflitos diretos com o dono do Hotel. A questão da regularidade dessa moradia é incerta e complexa, aqui ficarei apenas nesse esboço superficial, pois como disse não há documento oficial algum para poder basear essa discussão.
O assunto que quero tratar aqui especificamente, diz respeito há um fato ocorrido hoje, dia de prova final da disciplina de América Latina, onde poucos – para não dizer nenhum – estudante se faz presente na moradia. O Sr. Elias, assistente social da UNILA, foi visto acompanhado de mais dois individuos fotografando um quarto da moradia na ausencia de seus ‘moradores’. A pergunta que se faz presente e me inquieta é: com que autoridade essa ação foi possível? Apesar de tudo e qualquer coisa, é naquele espaço que residimos, fazemos dele nosso lugar e lá estão nossos objetos pessoais bem como nossas manifestações mais intimas expressas pela rebeldia da juventude inclusive com nossas marcas nas paredes…
Não tenho nesse momento muita capacidade lógica na escrita pela indignação que me enche o peito, porém gostaria de compreender em que argumento legal se baseia a referida ação e qual a justificativa da mesma, visto principalmente que os residentes daquele espaço não se encontravam presentes…
Nossos anseios e objetivos nessa universidade não podem e nem serão travados por esse tipo de ação, mas é importante lembrar que toda ação gera a reação, e sinceramente, espero que tenhamos explicações lógicas sobre esse e outros fatos ocorridos a fim de poder nos preocupar apenas com os compromissos academicos sem qualquer tipo de perseguição e violação da liberdade.