30 dezembro 2009

Kassab, Serra e Arruda “lideram” Corrida de São Pilantra

29 de Dezembro de 2009 - 14h35

 

O prefeito Gilberto Kassab (DEM), com seu aumento astronômico no IPTU, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), além de José Arruda (DEM), governante do Distrito Federal, estão disputando voto a voto a liderança da 12a Corrida de São Pilantra 2009, santo padroeiro das elites do Brasil.

A “corrida”, promovida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região desde 1998, foi realizada nesta terça-feira (29) nas ruas do Centro Velho de São Paulo e faz contraponto irônico à famosa Corrida de São Silvestre. A paródia da São Silvestre destaca todos que abusaram do poder este ano para prejudicar os bancários e a população.
“Os bancários estão participando com vontade, dando seu voto de protesto contra aqueles que consideram ter atrapalhado a vida da categoria e dos cidadãos em 2009”, conta a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira.
Além de Serra, Kassab e Arruda, estão no páreo da São Pilantra 2009 o presidente da Febraban, Fabio Barbosa, da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda, do HSBC, Conrado Engel, os senadores José Sarney (PMDB) e Fernando Collor (PTB).
Com informações do Sindicato dos Bancários

Fonte: Vermelho

Tv no Busão

Mídia

29 de Dezembro de 2009 - 16h27

Televisão no meu busão, não!

No início de 2007, os/as usuários/as de ônibus de São Paulo foram pegos de surpresa. Quem entrava num ônibus e pretendia chegar ao seu destino com segurança, respeito e rapidez, recebia uma propaganda do Mcbacon, uma porção de videoclipes de grandes gravadoras e um bocado de "pegadinhas" e "videocassetadas".

Começava aí o ataque em massa dos interesses privados sobre o espaço público e o tempo coletivo na autodenominada "Cidade Limpa". O site da empresa responsável pela instalação dos televisores nos ônibus e pela transmissão do sinal deixava bem clara a vantagem do sistema: "Audiência cativa pelo período médio de duas horas por dia", "único canal sem risco de zapping", "foco único de atenção a bordo dos ônibus".
Após um curto período de teste, o sistema foi expandido. Outras empresas de transmissão entraram no negócio e novas concessionárias de transporte instalaram televisores sobre a cabeça de seus usuários.
Numa época de queda geral de audiência, a novidade vinha bem a calhar com os interesses das grandes emissoras do país. Com uma massa de pessoas confinadas diante de telas de televisão exibindo uma programação incessante estaria instituído o fim do controle remoto, o fim da ida ao banheiro, o fim do botão "desligar".
Foi, então, em 2009, que o sequestro dos olhares se consolidou. A Rede Globo, um dos maiores oligopólios de mídia do mundo, entrava no jogo. A teleidiotização dos cidadãos de São Paulo estava, finalmente, garantida.
Hoje, todos os dias, em centenas de ônibus da cidade, capítulos legendados das novelas e outros enriquecedores programas da Globo acompanham todo cidadão que, dentro do busão, revolta-se com o trânsito de carros parados e a qualidade do serviço de transporte mais caro do país.
Contra esse ataque a nossas mentes, contra a privatização do espaço público, contra a priorização do transporte privado motorizado e contra o avanço da comercialização de um direito, protestamos!
Fonte: Centro de Mídia Independente

09 dezembro 2009

 LUIZA..

02 dezembro 2009

Movimentos1 de Dezembro de 2009 - 16h14


Movimento de luta contra a aids protesta contra Serra

Ativistas do movimento nacional de luta contra a aids protestam contra mudança na administração do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. O Conselho Nacional de Saúde também é contrário às alterações administrativas na instituição.



Menifestantes demonstram indignação com administação Serra na saúde e têm apoio do Conselho Nacional de Saúde

Cerca de 200 pessoas se reuniram em frente ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com objetivo de protestar contra a presença da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) na gestão do instituto. Segundo o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo – entidade que organizou o protesto – Rodrigo Pinheiro, “essa medida que o governo Serra tomou não foi discutida, principalmente com a sociedade civil”. A manifestação foi realizada na manhã desta terça-feira (1/12), Dia Mundial de Luta Contra a Aids.



“Um dos objetivos do protesto é saber a real função da Fundação na gestão do Emílio Ribas. Isso ainda não ficou transparente. Também queremos que a sociedade civil e o Ministério Público acompanhem todo o processo”, explicou Pinheiro.



Aos gritos, manifestantes que usavam nariz de palhaço diziam: “Tenho aids, tenho pressa. Saúde é o que interessa”; “ O Emílio Ribas é do povo, saúde para todos”; “ Serra, vende não, Emílio é do povão”; “ Não ao preconceito, queremos respeito”.



Para Áurea Abbade, advogada e coordenadora do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa/SP), “a decisão do governo foi um ato escondido, pois ele esperou todos os ativistas viajarem para o Encontro Nacional de ONG/Aids (Enong), no Rio de Janeiro, para divulgar a mudança”.



Durante a manifestação, o ativista José Roberto Pereira (Betinho) declarou que não há o que comemorar no Dia Mundial de Luta Contra a Aids. “Queremos tratamento contra a lipodistrofia e mais respeito para as pessoas que vivem com o vírus e a doença”.



Fonte: Agência de Notícias da Aids

30 novembro 2009

Presidente da Fundação Casa afasta diretora e oito funcionários

Wellington Alves - Foto: Ana Paula Almeida    28/11/2009 08:35
Nove funcionários da unidade III da Fundação Casa, antiga Febem, no Jardim Aracília, foram afastados por determinação da presidente da instituição, Berenice Maria Giannella

Nove funcionários da Fundação Casa foram afastados da unidade na cidadeNove funcionários da Fundação Casa foram afastados da unidade na cidade

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Entre os retirados dos postos, estão a diretora, a encarregada técnica, os cinco coordenadores das equipes de segurança e mais dois empregados. Todos serão realocados para outras unidades fora de Guarulhos até o término da sindicância que apura abuso sexual e agressões físicas contra as meninas.
Na segunda-feira uma confusão envolvendo as internas permanentes deixou 21 das 26 garotas feridas. As 12 meninas que estão provisoriamente no local não se envolveram no conflito por ficarem em espaço separado. A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescentes (CDDCA), da subseção Guarulhos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), denuncia possíveis maus tratos às garotas.
Berenice explicou que a Ouvidoria e a Corregedoria da Fundação Casa ficarão na unidade III até o término as investigações. Ela confirmou que houve erros da diretoria na condução do local. "Aconteceram brigas entre adolescentes desde sexta e não fomos comunicados. Houve quebra de confiança em relação à direção."
A presidente da Fundação Casa negou as denúncias de que as meninas não teriam atividades durante a tarde. "Elas estavam ensaiando para uma peça teatral e apresentação musical. Também temos cursos profissionalizantes." No entanto, Berenice admitiu que o modelo pedagógico da unidade não teve aprovação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. "Algumas das nossas unidades não possuem registro por conta do comportamento político das prefeituras. É um absurdo. Mas temos autorização do Judiciário para atuar."
O delegado assistente do 4º Distrito Policial (DP), Luciano Vaz Carneiro, conta que o inquérito criminal sobre o caso deve ser finalizado em dois meses. "Na próxima semana espero ouvir todas as meninas da unidade." Para o presidente da OAB Guarulhos, Airton Trevisan, o afastamento dos funcionários era uma medida necessária. "Imaginávamos que o modelo de Febem tivesse chegado ao fim, mas ele se mantém. É um depósito de jovens em que não é feito nada para recuperá-los."
Membros da CDCCA conversaram com as internas durante a semana. Entre os relatos das garotas, consta violência física para conter crises, falta de atividades, castigos que vão desde a proibição de banhos até não poder enviar ou receber cartas, além do envolvimento sexual por parte dos funcionários com as meninas. As famílias das garotas também não podem levar qualquer tipo de alimento para elas. A presidente da Fundação não tinha informações se as denúncias eram verdadeiras. "Recomendamos que as internas possam receber bolos ou algum doce se for levado por familiares. O restante está sendo apurado. Se houve excesso dos funcionários eles serão processados e demitidos."
No dia 17 de novembro o Guarulhos Hoje publicou com exclusividade o assassinato de um jovem de 17 anos, interno da unidade masculina da Fundação Casa em Guarulhos. Ele foi espancado até a morte no banheiro da instituição por um grupo de oito internos. Sobre este caso, Berenice informou que foi aberta outra sindicância. "Não ligamos um episódio ao outro. A Corregedoria está investigando a morte do jovem."

Fonte Guarulhosweb

23 outubro 2009

Desculpas? como assim??

  • Comandante da PM pede desculpas pelo caso AfroReggae

    22 de outubro de 2009 23h40

 

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou nesta quinta-feira estar envergonhado com a conduta dos policiais militares do 13º Batalhão (Centro), que teriam extorquido o assassino do coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João Silva, e o liberado pouco depois do crime, na madrugada de segunda-feira, e pediu desculpas.

"É preciso pedir desculpas à sociedade. A PM errou e nesses casos temos que cortar na própria carne", disse Mário Sérgio. Silva foi morto a tiros durante um assalto.

Os criminosos fugiram com sua carteira, um par de tênis e um casaco, mas foram interceptados por um carro da polícia em que estavam o cabo Marcos de Oliveira Salles e o capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro.

Tudo foi gravado por câmeras de segurança. Primeiro, um dos criminosos passa com os pertences roubados. Depois, rendido pelos policiais, entrega os bens e é liberado. Um policial aparece carregando o produto do roubo para a viatura.

A prisão preventiva dos policiais deve ser pedida na sexta-feira. Eles estão presos administrativamente. Hoje, em depoimento, o capitão Bizarro negou ter omitido socorro à vítima do latrocínio, embora o carro tenha passado perto do corpo

Até quando?

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PM discutirá morte de coordenador com líder do AfroReggae
22 de outubro de 2009 21h05 atualizado às 22h04

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A viatura da polícia (em destaque) passou por Evandro, que agonizava Foto: Reprodução

A viatura da polícia (em destaque) passou por Evandro, que agonizava
22 de outubro de 2009
Foto: Reprodução

O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, vai receber na sexta-feira o coordenador-executivo do grupo AfroReggae, José Júnior. O encontro foi marcado para as 14h, no Quartel General da corporação. Eles vão tratar das investigações sobre a morte do coordenador de Projetos Sociais do AfroReggae, Evandro José Silva, ocorrida na madrugada de domingo, em um assalto no centro.

As câmeras de segurança lojas próximas registraram a presença de dois policiais militares no local, que chegaram a abordar os dois assaltantes, mas depois os liberaram, ficando em poder de um par de tênis e uma jaqueta de Evandro José Silva. As imagens também mostram que os PMs não prestaram socorro à vítima, que estava caída na calçada.

O cabo Marcos de Oliveira Salles e o capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro foram identificados como os dois policiais que não socorreram o coordenador do AfroReggae. Eles cumprem prisão administrativa no 13º Batalhão, onde são lotados.

Em entrevista coletiva, o comandante da PM disse que "é sempre ruim, é sempre uma frustração muito grande saber que a polícia trabalhou mal, que a polícia errou".

22 outubro 2009

Plano Nacional de Banda Larga: essa briga também é da juventude
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Seg, 19/10/09 12h33

O Ministério do Planejamento voltou a defender nesta quinta-feira (15/10) o projeto que cria a rede pública de banda larga, que, segundo a informação do órgão, deverá utilizar a infraestrutura de fibra ótica da falida Eletronet e de outras empresas do setor elétrico. A proposta é uma das que vêm sendo discutidas no governo como alternativa para viabilizar um plano nacional de banda larga. O argumento é que a criação dessa rede pública incetivaria a concorrência no setor de telecomunicações e permitiria a oferta de serviços de banda larga a regiões do país onde ainda não existem. O projeto do Ministério do Planejamento é criticado por especialistas do setor, sob o argumento de que não cabe ao governo criar e gerenciar uma rede de telecomunicações, mas sim oferecer serviços de e-gov para a população que utiliza essa infraestrutura.
O abuso do setor privado na área das telecomunicações já é bem conhecido pelo consumidor brasileiro e é sabido também que a privatização do setor, realizada no governo FHC, tratou de desregular totalmente uma área estratégica para o desenvolvimento brasileiro. Segundo Renato Guerreiro, ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, "o foco na infraestrutura é atrasado. O Estado investir em infraestrutura significa desviar recursos para algo que já é feito pela iniciativa privada".
A queda de braço que se avizinha parece ser grande, pois contra-argumenta o Ministério do Planejamento, “não há porque deixar deixar de usar uma infraestrutura pública, que já recebeu investimento para ser criada”. Pelas contas do Ministério, a rede de fibra óptica das empresas elétricas soma 31 mil quilômetros, o que permite alcançar 4.200 municípios com acesso via rádio na ponta final. O investimento para isso seria em torno de 1,3 bilhão de reais. "Hoje o governo gasta 850 milhões de reais com serviços de comunicação. Parte desse valor seria economizado", afirma.
Além do Ministério do Planejamento, que já apresentou seu plano à presidência da República, o Ministério das Comunicações também prepara sua versão do plano nacional de banda larga, o que parece ser a resposta definitiva do setor privado.
Será fundamental que a juventude interfira diretamente no debate, pois além de defender os interesses públicos no setor, a chamada cultura digital ou cyber-cultura tem interesse direto no Plano e é evidente que a garantia de banda larga gratuita não é de interesse do setor privado. Aguardemos os próximos capítulos...
Márcio Cabral é diretor de movimento estudantil universitário da UJS

Serra e PIG

Qualquer semelhança não é mera coincidência


Serra deixou estourar o prazo estabelecido pelo Ministério das Comunicações, que fixava 15 de setembro como data limite para os governos estaduais convocarem suas conferências. Como deixou de fazê-lo, a Assembleia Legislativa de São Paulo assumiu a tarefa e, em 19 de setembro, começaram oficialmente os trabalhos. Na verdade, uma corrida contra o tempo para cumprir os prazos legais, prejudicados pela letargia do governador.

Conferência de Comunicação

letargia de Serra atrasa convocação

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tergiversou o quanto pode, empurrou com a barriga — até que, em 15 de setembro, deixou claro que não convocaria a 1ª Conferência Estadual de Comunicação.

Por José Carlos Ruy*
Trata-se da etapa de um processo que, desde abril, mobiliza a sociedade na construção do debate nacional por uma mídia moderna, que corresponda aos anseios de democratização mais profunda de nosso país. Processo que vai culminar, em dezembro, na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que vai acontecer em Brasília.
Serra deixou estourar o prazo dado pelo Regimento Interno estabelecido pelo Ministério das Comunicações, que fixava 15 de setembro como data limite para os governos estaduais convocarem suas conferências. Como deixou de fazê-lo, a Assembleia Legislativa de São Paulo (segunda na ordem de precedência para essa convocação, com prazo até 20 de setembro) assumiu a tarefa e, em 19 de setembro, começaram oficialmente os trabalhos. Na verdade, uma corrida contra o tempo para cumprir os prazos legais, prejudicados pela letargia do governador.
Em São Paulo, depois de muita negociação, ficou estabelecido que a Comissão Organizadora da Conferência Estadual seria formada por 39 titulares e seus suplentes, divididos paritariamente entre os representantes do poder público (13), da sociedade civil (13) e da sociedade civil empresarial (13). As vagas daquele setor que não conseguisse preencher sua cota seriam divididas entre os outros dois. Foi o que ocorreu — a sociedade civil empresarial indicou nove representantes, e as quatro vagas que sobraram foram divididas entre os demais. No final, ficou assim: Poder Público, 15; sociedade civil, 15; sociedade civil empresarial, 9.
Foi nessa correria que a Comissão Organizadora paulista se instalou oficialmente em 5 de outubro, iniciando a discussão do regimento interno do evento — tudo a toque de caixa, para ganhar tempo para o debate mais substantivo, que envolve desde as providências materiais (infra-estrutura, propaganda, etc.) até o debate das teses que os delegados paulistas defenderão na Conferência Nacional.
Apesar do empenho das entidades da sociedade civil que, mobilizadas desde o início do ano, já acumularam uma extensa pauta de discussão, o estado de São Paulo, graças ao descaso de seu governador, está na rabeira do debate organizado e, principalmente, da organização da Confecom, processo em andamento em dezenove estados e no Distrito Federal. Mas São Paulo, onde estão as sedes das principais cadeias nacionais de comunicação — como a Editora Abril, as TVs Bandeirantes e Record, os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e que detém 60% do faturamento brasileiro do setor —, claudicou, apesar das pressões feitas por quase uma centena de entidades da sociedade civil.
As protelações de José Serra não impediram, contudo, o início processo da Conferência, embora atrasado. Mesmo com tempo escasso, a Comissão Organizadora trabalha para definir as normas do debate do tema proposto pela portaria 667 (de 03/09/2009) do ministro das Comunicações, "Comunicação: Direito e Cidadania na Era Digital", organizado em torno de seus três eixos temáticos — "Produção de Conteúdo", "Meios de Distribuição" e "Cidadania: Direitos e Deveres".
A discussão será árdua mesmo porque vai envolver temas fundamentais para o fortalecimento e consolidação da democracia brasileira. Ela envolve uma série de abordagens, como a busca de uma mídia democrática, a defesa da cultura nacional (e da produção de conteúdos nacionais); a construção de uma rede pública de comunicação com finalidade educativa, cultural e artística e que estimule a produção independente e regional; a abertura da "caixa-preta" representada pela lei de concessões e o respeito às normas constitucionais vigentes, que proíbem a formação de monopólios; a revisão dos critérios de distribuição das verbas publicitárias das várias esferas de governo, democratizando-a e descentralizando-a; o estímulo à rádio difusão comunitária e o investimento no processo de inclusão digital; o fortalecimento das publicações alternativas (convencionais e eletrônicas) ligadas às forças progressistas e aos movimentos sociais, fomentando a difusão ampla e múltipla das correntes de opinião e de pensamento presentes na sociedade brasileira.
Este é o desafio da conferência. Em São Paulo, ele corre contra o tempo para ter na conferência nacional um papel que corresponda aos desafios apresentados pela centralidade do estado neste importante segmento responsável pela difusão cultural e política. Segmento que é a arena privilegiada onde ocorre a luta pela garantia, ampliação e consolidação da democracia brasileira.

Fonte Vermelho